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Como Era Um Avião da Primeira Guerra?

Durante a Primeira Guerra Mundial, a aviação evoluiu para servir aos países em conflito e assim surgiu uma nova força: a aeronáutica!

O avião tinha sido inventado na primeira década do século 20 e sua evolução foi muito rápida! De veículos lentos e frágeis, logo se tornaram em máquinas possantes e ágeis, sendo que quando se iniciou a Primeira Guerra Mundial, logo começaram a pensar na utilidade para esses veículos.

A princípio, eles foram usados como veículos de reconhecimento para avisar às tropas como estava o território inimigo, no entanto logo aviões rivais começaram a se encontrar nos céus e era importante impedir que um fosse repassar informações ao outro.

A princípio, o ataque era feito por aviadores equipados com revólveres e espingardas, porém os disparos não eram precisos o suficiente para oferecer uma ofensa real ao rival. No dia 08 de setembro de 1914, o aviador russo Pyotr Nesterov se chocou de propósito com uma aeronave austro-húngara.

O início dos combates em aviões!

Esse episódio é reconhecido pelos historiadores como o primeiro abate de ataque aéreo da história. No entanto, todos os envolvidos, incluindo Neterov faleceram no acidente. Claro que isso não seria a solução e muitos estavam estudando meios de melhorar o combate aéreo.

Primeiro tentaram colocar um tripulante equipado com metralhadora. O nível de acertos melhorou um pouco em relação a revólveres e espingardas, mas ainda não era o ideal. A solução encontrada foi posicionar a metralhadora logo a frente do piloto.

Entretanto, havia um problema: as aeronaves da época tinham a configuração por tração, onde o motor fica logo a frente da cabine e a hélice propulsora ficava posicionada na frente. Assim a solução veio com um engenhoso sistema conhecido como mecanismo sincronizador ou sincronizador de arma.

O sincronizador de arma é um mecanismo que altera a cadência de tiros da metralhadora, evitando que os disparos acertem na pá da hélice.
O sincronizador de arma é um mecanismo que altera a cadência de tiros da metralhadora, evitando que os disparos acertem na pá da hélice.

Nesse sistema, um disco sincronizador no eixo da hélice travava e destravava a metralhadora, influenciando na cadência de disparos. Assim os tiros da metralhadora não acertavam as pás da hélice, já que os projéteis eram disparados entre os vãos entre uma pá e outra.

Logo as batalhas aéreas ficaram cada vez mais intensas, onde o piloto tinha de realizar manobras evasivas enquanto tentava abater os inimigos. Com isso, os dirigíveis perderam o espaço em batalhas, já que eram veículos grandes e lentos, se tornando alvos fáceis.

Como eram os aviões de combate

As aeronaves da primeira guerra, podiam ter um, dois ou três pares de asas (monoplano, biplano e triplano). De todos, os modelos mais populares eram os biplanos, pois eram mais leves e permitiam estruturas com menor envergadura. Isso também era crucial para melhorar a agilidade do veículo em manobras.

As fuselagens eram compostas por aço soldado e podia usar também cordas de aço e até cordas de piano. Nas asas usavam estrutura em madeira compensada para proporcionar leveza. Também havia bandas de tecido que entrelaçavam as asas para manter a estrutura firme.

As estruturas que sustentavam as asas superiores poderiam ser em aço ou madeira. Já a maior parte da carroceria era recoberta em tecido, usando principalmente o linho. As chapas de alumínio só ocupavam a parte onde ficava o motor para que o calor da mecânica não afetasse a integridade da carroceria de pano.

Os aviões podiam ser do tipo monoplano (com um par de asas), biplano (com 2) e triplano (com 3). Na foto há dois Fokker das forças alemãs, sendo um biplano e um triplano.
Os aviões podiam ser do tipo monoplano (com um par de asas), biplano (com 2) e triplano (com 3). Na foto há dois Fokker das forças alemãs, sendo um biplano e um triplano.

Já a mecânica das aeronaves eram variadas, podendo usar motores em linha ou em V, além dos radiais rotativos que eram preferência por serem arrefecidos a ar, diminuindo o peso total da mecânica. Os motores usavam o que haviam de mais moderno em tecnologia da época, como componentes em alumínio e alguns até tinham comandos multiválvulas.

As aeronaves não podiam voar muito alto, já que quanto mais alto estiver mais o ar fica rarefeito, ou seja: fica pobre em oxigênio que é fundamental para ocorrer a combustão no motor. Além disso, os cockpits eram abertos e os pilotos ficavam expostos às temperaturas.

As aeronaves alcançavam algo em torno de 200 a 220 km/h de máxima e voar por até 10 mil pés de altura, ou 3.048 metros. Se levarmos em conta que os primeiros voos foram feitos uns 10 anos antes, onde conseguiram altitudes e velocidades modestas, esses números não deixam de ser surpreendentes!

A estrutura dos aviões eram frágeis, sendo compostas por tubos de aço, madeira compensada e boa parte da carroceria coberta em tecido!
A estrutura dos aviões eram frágeis, sendo compostas por tubos de aço, madeira compensada e boa parte da carroceria coberta em tecido!

Os veículos eram pintados com as cores do regimento aéreo de seu país, mas também usavam combinações únicas de cores a pedido dos próprios pilotos para não ocorrer ataque de fogo amigo e como não havia sistemas de comunicação, as instruções eram passados em terra, antes da decolagem e por gestos durante o voo.

Assim, para resumirmos: os pilotos da Primeira Guerra Mundial eram muito destemidos, pilotando em aeronaves frágeis, sem qualquer instrumento de navegação. Os pilotos ficavam sujeitos às intempéries como chuva, neve, calor, frio. A única defesa que tinham era a metralhadora e a perícia, sendo que boa parte dos ases da aviação, faleceram em combate!

Com o final do conflito, as forças armadas do mundo viram a importância dos aviões numa guerra. Assim, com o passar dos anos cada país foi criando sua força aérea, também conhecida por aeronáutica e hoje em dia é uma das três principais divisões das forças armadas.

Os aviões usavam as cores de seu regimento, mas também eram decorados de acordo com as preferências do piloto para evitar fogo amigo.
Os aviões usavam as cores de seu regimento, mas também eram decorados de acordo com as preferências do piloto para evitar fogo amigo.

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