
Até os anos 50, a indústria de automóveis usavam motores com carburador, um artefato mecânico que realiza a mistura ar combustível para ser enviada ao motor pelo coletor de admissão, mas a companhia norte-americana Bendix decidiu criar um sistema eletrônico que pudesse realizar tal mistura e assim otimizá-la ao máximo possível.
Após anos de desenvolvimento, a empresa apresentou o sistema Electrojector em 1957, um aparato onde as borboletas de admissão e os injetores de combustível eram controlados por uma central transistorizada e seria oferecida como opcional em automóveis como os da Chrysler, porém o sistema se provou problemático e pouco confiável.
A Chrysler trocou quase todos os Bendix Electrojector por carburadores comuns, devido aos muitos problemas relatados por quem adquiriu o opcional. O maior defeito foi a rápida deterioração dos capacitores envoltos em papel da central eletrônica que não suportava as variações de temperatura pelo qual o motor é submetido.
Apesar de ser uma invenção com alto potencial, a Bendix achou melhor vender sua invenção para a companhia alemã Bosch, que passou a estudar meios de simplificar e tornar a tecnologia mais robusta e confiável e em 1967 apresentaram o D-Jetronic, cuja central eletrônica era bem mais robusta.

Os primeiros carros a vir com a injeção foram os Volkswagen Tipo 3 e Tipo 4, que eram vendidos como item opcional, mas logo a novidade passou a equipar muitos carros vendidos na Europa. A injeção D-Jetronic se provou confiável, mas a Bosch foi criando versões cada vez mais aperfeiçoadas.
Em 1973, a empresa lançou a K-Jetronic que passou a contar com um distribuidor de combustível exclusivo e melhorou a eficiência e resposta da injeção. Muitas empresas estavam comprando concessões de patente para fabricar seu próprio sistema de injeção eletrônica e em alguns carros já estava se tornando em item de série.
Após a crise do petróleo de 1973, a Bosch realizou mais melhorias e lançou a L-Jetronic que passou a contar com a sonda lambda que media o fluxo de gases no escape para influenciar na injeção de combustível. A popularidade da novidade ganhou ainda mais força após a segunda crise do petróleo em 1979.
No início dos anos 80, a Bosch lançou a Motronic que contava com central eletrônica digital, usando microprocessadores ao invés de transistores. Também lançaram a LE-Jetronic que era um aperfeiçoamento da L-Jetronic, tendo todo o sistema simplificado que ajudou a diminuir o custo de produção e o preço final em automóveis.
Nos anos 80 a Bosch já não tinha mais a exclusividade da patente e muitas companhias passaram a criar seus próprios sistemas de injeção eletrônica e cada vez menos automóveis vinham com carburador. Nos anos 90, a maioria absoluta dos carros já vinham com injeção eletrônica, até por conta das normas de emissões de poluentes.
