
Após a Segunda Guerra Mundial, a indústria húngara foi nacionalizada, já que o país tinha se tornado num país socialista e em 1949, foi instituída a criação da Csepel que produziria motores sob licença da companhia austríaca Steyr, além de automóveis e caminhões leves.
Gradualmente, a empresa começou a ganhar mercado na Hungria e região, sendo que nos anos 60 passaram a fabricar chassis para ônibus, cuja maior cliente era a conterrânea Ikarus. Logo a aliança com a Ikarus deu bons frutos e a produção de ônibus se tornou na maior prioridade, até por conta das exigências do governo.
Na metade dos anos 70, a empresa parou de produzir motores Diesel para seus veículos, passando a contar com mecânicas feitas pela conterrânea Rába e os ônibus passaram a ser exportados até para fora da ‘cortina de ferro’ que separava o Leste Europeu do resto do mundo.
Em seu auge, a empresa empregou quase 10 mil pessoas. Na segunda metade dos anos 70, a companhia fez aliança com a companhia Volvo, onde passaram a fabricar os modernos chassis suecos. No entanto, a alta dependência da Ikarus se tornaria num problema no futuro…
Nos anos 80, a Hungria estava abrindo o seu mercado para o ocidente e suas vendas começaram a cair, devido aos produtos modernos que estavam chegando ao país e a empresa passou por problemas financeiros, sendo que em 1992 abriu concordata.
A maioria dos produtos da Csepel/Ikarus eram vendidos na União Soviética, sendo que o governo local faliu sem pagar as dívidas e com isso, a Ikarus sofreu um grande prejuízo que acabou sendo comprada pela companhia francesa Irisbus. Já a Csepel, que não estava boa financeiramente, sofreu ainda mais com a crise e faliu em 1996.