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Os Caminhões da Puma

A fabricante brasileira Puma ficou famosa por seus carros esportivos, mas a partir do final dos anos 70 também investiu no segmento dos caminhões, sendo que foi produzido até o fim da companhia nos anos 90.

Quando se fala de Puma, logo vem à cabeça os belos esportivos nacionais com motor Volkswagen à ar da linha GT ou o Chevrolet seis em linha dos modelos GTB, mas a empresa também teve uma linha de veículos comerciais, cujo lançamento oficial foi em 1979.

O primeiro caminhão foi o 4.T – um caminhão leve de cabine avançada feita em fibra de vidro e capacidade para quatro toneladas. O chassi era feito pela FNV (Fábrica Nacional de Vagões) e vinha com três opções de motor todos a Diesel: Um Perkins 4-236 de quatro cilindros, 3.9 litros e 77 cv, um MWM 229-4, também de 3.9 litros e quatro cilindros, com 83 cv.

Também havia a rara versão com motor Detroit Diesel 3-53 com ciclo 2 tempos, três cilindros de 2.6 litros e potência de 98 cv que podia vir até com câmbio automático importado da Allison de três marchas. O câmbio padrão para todos os caminhões era a Clark manual com quatro marchas.

O primeiro caminhão da Puma foi o 4.T que tinha capacidade para 4 toneladas de carga e vinha com três opções de motores Diesel.
O primeiro caminhão da Puma foi o 4.T que tinha capacidade para 4 toneladas de carga e vinha com três opções de motores Diesel.

Logo lançaram o modelo 6.T com capacidade para seis toneladas e também vinha com motores Perkins e MWM, iguais aos modelos de quatro toneladas, mas o câmbio Clark tinha cinco marchas. Não há versão com motor Detroit Diesel porque a empresa já havia encerrado as atividades quando a Puma lançou o novo modelo.

Com o programa do Pro-Alcool, a Puma ofereceu o famoso motor ‘Canavieiro’ da Chevrolet: o 292 com seis cilindros e potência de 143 cv, sendo idêntico ao usado na linha de caminhões médios Chevrolet A-60.

A Puma faliu, mas não foi seu fim.

Em 1980, a Puma chegou ao seu auge onde produziu 3.609 veículos, sendo 179 caminhões, o que eram bons números para os padrões da empresa. Mas a empresa passou a enfrentar muitos problemas, como inundações em sua fábrica de Botucatu, no estado de São Paulo e o Brasil estava enfrentando uma grave recessão econômica.

A indústria automotiva brasileira sofreu as consequências e com a Puma não foi diferente, onde a venda de automóveis caiu em 25% em 1981 e só não teve resultado pior por causa da venda dos caminhões que teve 550 unidades produzidas.

A Puma ainda criou o interessante caminhão Eletron à pedido da Companhia Paranaense de Energia Elétrica (COPEL) para uso urbano e capacidade para 1 tonelada de carga. Também desenvolveram seu primeiro chassis para micro-ônibus sobre a plataforma do 6.T com motor MWM ou GM à álcool.

Mas ainda assim a Puma não conseguiu se sobressair e, apesar de tentar fabricar automóveis alternativos aos famosos esportivos, acabou falindo em 1985. Após isso o grupo paranaense Araucária S.A. Indústria de Veículos comprou a Puma e voltou a fabricar seus veículos em Curitiba, Paraná, a partir de 1986.

Em 1987 a empresa lançou o modelo 2.T com rodado simples e motor Diesel de 3 cilindros, porém a versão não fez sucesso e logo pararam de produzir o modelo.
Em 1987 a empresa lançou o modelo 2.T com rodado simples e motor Diesel de 3 cilindros, porém a versão não fez sucesso e logo pararam de produzir o modelo.

Em 1987 a empresa lançou o modelo 2.T com rodado simples e motor MWM 229-3 com três cilindros, 2.9 litros e 64 cv, mas vendeu muito pouco e então logo pararam de produzir a versão. Nessa época a Puma fez uma insólita sociedade com a lendário boxeador Muhammad Ali que pretendia vender os automóveis para o Oriente Médio, onde desenvolveram o esportivo Al Fassi, mas os negócios não prosperaram.

Em 1988, Alfa Metais Veículos (AMV) de Curitiba comprou a empresa e fez novos automóveis onde o GT passou a vir com motor AP 1.600 e o modelo AMV 4.1 que era o GTB reestilizado. Ao final da década de 80, os caminhões e chassis de ônibus vendiam bem mais que os automóveis tendo mais de 1250 unidades feitas por ano.

Nos últimos anos, a Puma só fez caminhões.

Em 1991 foi lançado o novo modelo 914 que tinha faróis quadrados da linha Volkswagen e havia a opção de cabine dupla. O motor era o mesmo MWM 229-4, mas agora a potência era de 91 cv e seu câmbio tinha cinco marchas. A capacidade de carga era de quatro toneladas – a mesma do antecessor 4.T.

9000 Turbo Power foi o único caminhão da Puma a vir com motor turbinado de fábrica com 119 cv.
9000 Turbo Power foi o único caminhão da Puma a vir com motor turbinado de fábrica com 119 cv.

Em 1994 a Puma lançou o modelo 9000 Turbo Power com 5,6 toneladas de capacidade e motor MWM TD229-4, sendo o primeiro e único caminhão da empresa equipado com turbo que desenvolvia 119 cv. Sua cabine era bem acabada e mais harmoniosa em relação aos modelos anteriores. Em 1995 a Puma encerrou sua divisão de automóveis, pois não conseguia mais concorrer com os importados.

Em 1996 foi lançado o 7900 CB que também estava disponível na versão cabine dupla. O motor era o MWM 4.10N (quatro cilindros, 4.3 litros e 95 cv), mas esse foi o último lançamento da Puma, pois as vendas dos comerciais não eram mais as mesmas e com a forte concorrência, a Alfa Metais encerrou suas atividades em 1999.

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